10 jogos para entender os newsgames no mundo

22 nov

Publiquei esse post originalmente no blog Newsgames

Com licença senhoras para uma nova lista sobre newgames. Esta também fiz para a aula na pós-graduação da PUC , que preparei a convite do @andredeak. Acho que ela pode ajudar quem está interessado em jogos jornalísticos a se situar na história da coisa. Inclui aqui diversos clássicos, incluindo algumas criações dos pais do gênero: Ian Bogost e Gonzalo Frasca. Sugestões de outros games são sempre bem-vindas.

2001. “Kabul Kaboom”, independente:
Primeiro game desenvolvido pelo pai do termo newsgames, Gonzalo Frasca. É uma crítica aos bombardeios americanos em Cabul, no Afeganistão. Sua criação foi inspirada pelas reações aos ataques de 11/09.


2003. “Semptember 12th”, Newsgaming:
Primeiro e mais popular game do projeto Newsgaming.com. Critica os bombardeios americanos na guerra ao terror, mostrando como civis inocentes acabavam virando alvos dos mísseis.


2004. “Play Madri”, El Pais:
Jogo muito simples feito em homenagem aos mortos nos ataques terroristas de 11/03/2004, em Madri. Ainda marca uma época do gênero em que a “mensagem” era mais importante que a jogabilidade.

 

2006, “Darfur is Dying”, Mtv:
Desenvolvido pela Take Action Games e lançado pela Mtv com apoio da Reebok. Game denuncia o genocídio que vem ocorrendo em Darfur, no Sudão, e informa o jogador por meio de simulação sobre as condições nos campos de refugiados e os riscos do simples ato de buscar água para não morrer de sede.

httpv://www.youtube.com/watch?v=gehaZkV8034

 

2007. ” Food Import Folly” , New York Times:
Originalmente um editorial publicado na versão impressa do jornal, o texto falava sobre a falta de fiscalização na importação de comida. A ideia do jogo é simular a dificuldade dessa fiscalização nas fronteiras americanas.

 

 

2007. “Presidential Pong”, CNN:
Jogo de tênis com os pré-candidatos à presidência dos EUA. Cada um tem suas habilidades desenvolvidas de acordo com o andamento da campanha eleitoral no mundo offline. Quanto melhor o político estava nas pesquisas, melhor era seu desempenho no game.

 

2009. “Debt Ski”, Mtv:
Jogo desenvolvido pela Persuassive Games – empresa pioneira em newsgames – fez parte da campanha da Mtv para ensinar educação financeira para a juventude (endividada) americana.

 

2008. “CSI – Ciência Contra o Crime”, Superinteressante:
Primeiro newsgame da SUPERINTERESSANTE, CSI colocava o jogador na pele de um policial forense que deveria desvendar um assassinato. Estava interligado com a matéria de capa da edição de outubro de 2008 e era todo baseado em apuração jornalística. Foi um salto de qualidade na produção nacional.

 

2009. “Cutthroat Capitalism”, Wired:
No primeiro newsgame da revista Wired, você é um pirata Somali que tem a missão de conseguir dinheiro e recrutar novos integrantes para o seu bando. O jogo é um complemento da matéria “An Economic Analysis of the Somali Pirate Business Model” , publicada na edição impressa.

 

2009. “Killer Flu”, UK Clinical Virology Network
Indo contra o alarde promovido pela mídia, este jogo foi criado para desarmar o pânico das pessoas em relação a epidemia da gripe suína.

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Congresso de inovação em Rio Preto debate gamification

15 ago

Amigos do noroeste paulista, participarei neste sábado (20) do IV WOJE (Workshop de Jovens Empreendedores) lá na UNESP de  São José do Rio Preto. O tema do evento é inovação e o foco da minha palestra vai ser a oportunidade de transformar notícias e informação em games. O papo começa às 11h e pretendo falar um pouco sobre gamification, newsgames e as formas de produzir conteúdo inovador sem gastar rios de dinheiro. Vou trazer alguns cases aqui da Internet Núcleo Jovem (SUPERINTERESSANTE, MUNDO ESTRANHO e GUIA DO ESTUDANTE) e também exemplos bacanas do mercado.  Quem tiver interesse pode fazer a inscrição aqui.

O quê: Inova – IV Workshop de Jovens Empreendedores
Quando: Dias 20 e 21 de agosto, a partir das 7:30h (Minha palestra rola sábado às 11h)
Onde: Departamento de Engenharia e Tecnologia de Alimentos. Rua Cristovão Colombo, 2265 – Jardim Nazareth. São José do Rio Preto – SP
Onde se inscrever: http://www.engeali.com.br/woje/insc/

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JOGO DA INTUIÇÃO: Como produzir um newsgame em pouco tempo?

1 jul

Publiquei, originalmente, este post no site da revista Superinteressante.

O DNA do jornalismo está na arte de contar boas histórias, independente da plataforma. Nossa tarefa no “Jogo da Intuição” era criar um conteúdo transmídia que se integrasse e complementasse na revista (capa de “Intuição”, edição 276) e no site. Na web, a ideia era fazer o internauta entender o conceito de microexpressões de uma forma divertida e empírica. O prazo era curto e a peça precisava ser simples. Criamos, então, uma pequena fotonovela interativa, onde o jogador controlava as decisões dos personagens, baseando se em fotos que mostravam as reações de cada um, após um evento. As fotos para revista e para o site foram tiradas na mesma seção, sob os olhares atenciosos dos designers Jorge Oliveira (revista) e Fabiane Zambon (site).

“Dois personagens suspeitos estão na rua à noite, você segue o caminho reto ou vira no beco?” Um rápido close no rosto de cada indivíduo mostrava as ambíguas microexpressões de raiva e desdém que devem motivar a tomada de decisão do jogador. No final, um texto apontava os erros, explicava as microexpressões e seu efeito no uso da intuição e ainda gráficos analisavam cada detalhe do rosto dos personagens e como eles compunham o “diagnóstico” de um sentimento.

- Experimente o “Jogo da Intuição” aqui!
-Saiba como os newsgames começaram no Núcleo Jovem

Créditos do jogo:
Edição: Alexandre Versignassi, Fred di Giacomo, Kleyson Barbosa – Edição de Arte: Fabiane Zambon, Jorge Oliveira – Desenvolvimento: Tadeu Correa – Fotografia: Dulla – Produção – Juliana Hirschmann – Agradecimentos: Bunnys, Damyller, Doc Dog, Q Vizu, Melissa, Spezzato, Tng

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Corrida Eleitoral – Newsgames nas eleições presidencia

23 mai

Post originalmente publicado no site da revista Superinteressante

Como se destacar em meio às centenas de notícias diárias que cobriam as eleições presidenciais de 2010 em diversos portais e blogs da internet brasileira? O site da SUPERINTERESSANTE precisava de um diferencial além de seus testes, posts e rankings que preenchiam a home page todos os dias. A inspiração para o jogo “Corrida Eleitoral” veio do conceito do newsgame Presidential Pong, da CNN, no qual você joga tênis com os pré-candidatos à presidência dos EUA. Cada um tinha as suas habilidades desenvolvidas de acordo com o andamento da campanha presidencial.

Corrida Eleitoral seria, então, um jogo de carros com a velocidade dos competidores regulada pelas suas posições nas pesquisas eleitorais. A ideia era transmitir informações e conceitos sobre eleições, embutidos na mecânica do jogo.

Para a disputa não ficar monótona, 3 sacos de dinheiro – equivalentes ao dinheiro de campanha dos 3 candidatos principais – serviriam como “turbo”, acelerando a velocidade dos corredores que os pegassem primeiro. Essa também é uma forma de explicitar a importância dos investimentos de campanha na disputa presidencial.

Antes de jogar, o internauta poderia escolher seu candidato (todos com fichas recheadas de informações) e também se gostaria de disputar o primeiro turno (com todos corredores) ou o segundo (numa disputa entre dois concorrentes). Entre os “perigos” da pista estavam o “o buraco da boca de urna” e as “pizzas disparadas pelo político corrupto”. No final do jogo, o internauta se deparava com gráficos que mostravam as pesquisas eleitorais de primeiro e segundo turno e o dinheiro arrecadado por cada candidato para as eleições.

-Dispute a “Corrida Eleitoral” aqui!
-Saiba como os newsgames começaram no Núcleo Jovem

Créditos do jogo:
Concepção e edição: Fabiane Zambon, Fred Di Giacomo e Kleyson Barbosa; Texto: Fred Di Giacomo e Kleyson Barbosa; Design: Fabiane Zambon; Programação: Gil Beyruth; Ilustração: Simone Yamamoto; Colaboração: Bruno Xavier, Daniel Apolinario e Maria Gomes; Agradecimento: Douglas Kawazu

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Minha entrevista sobre newsgames para o blog alemão Newsgaming

12 mai


Dei uma entrevista na semana passada para o blog Newsgaming, do alemão Marcus Bösch. Foi interessante para refletir um pouco sobre a produção de newsgames que fizemos no site da SUPERINTERESSANTE e, principalmente, sobre que foi feito no Brasil em outros sites. Tinha olhado sempre com pressa as experiências de IG, Estadão e Veja. Nunca tive a oportunidade para conversar com os responsáveis pelos newsgames em outros veículos. Seria muito interessante criar esse diálogo. Abaixo, transcrevo uma parte da entrevista (em inglês, infelizmente) que pode ser lida na íntegra aqui.

Fred, could you please introduce yourself?

Since 2009, I’m editor of the Internet Núcleo Jovem – which includes sites from SuperinteressanteMundo Estranhoand Guia do Estudante. This sites are part of Editora Abril. Brazil’s media conglomerate Editora Abril S.A. is Latin America’s largest publishing and printing company. I graduated in journalism from UNESP (Sao Paulo´S State University) , in 2005. I also worked on sites from the Bizz magazine and I was editor of Entertainment in Abril.com. On this websites, I developed infographics, games, videos and strategies for social networks.

Why are you interested in Newsgames?

Well, I always loved to play games and I was really interested in multimedia productions when I graduated. So, when I started working in Editora Abril, in 2006, I made some experiences with lot of stuff, including games. In the begining, we didn’t even know that we were making newsgames. I worked in otherplaces for a while, and when I returned  to Superinteressante’s website, people were studying how to mix games and  news. Rafael Kenski was my boss, and he thought that  “we were creating the mix of news and games”, in 2008. But then, a journalist wrote “Superinteressante make the best newsgames of Brazil”. And then, we realized: “Oh, so what we do is called newsgames”. It was funny. Well, Rafael Kenski – who was a pioneer in ARGs in Brasil too – left Abril and I became the editor, so we started to produce a lot of newsgames.

Brazil seems to be a place where Newsgames are being used. Could you name a handful of existing brazilian Newsgames?

Well, I think we are the team that produced more newsgames in Brazil. Our first games were very simple: “Stripquiz” (sexual education for male teenagers) for Mundo Estanho and “Soviets: The USSR Puzzle” for Aventuras na História. Then, Superinteressante’s team produced one of the best: “CSI“, a misterious adventure about forense police. I really like “Mafia’s Game“, “Electoral Race” and “Brazil in Second World War” too. The most popular was “BBB – Paredão da Personalidade“, about a famous reality show (Big Brother). It recently won a prize here

Well, in other sites you have: “O Desafio dos craques” – about soccer, and the political “Audio Pops” and “Quais candidatos pensam igual a você?“. You have good interactive infographics too like: “Onde atuam os jogadores da Copa 2010” ou “Como funciona uma bateria de escola de samba“.

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Como surgiram os newsgames da Internet Núcleo Jovem?

8 mai

Desde o ano passado, quando assumi a coordenação da Internet Núcleo Jovem, aqui na Editora Abril, muitos estudantes me procuraram para fazer entrevistas sobre os newsgames que temos produzido desde 2007. Como o material escrito sobre o tema é muito escasso,resolvi escrever esse pequeno texto pra registrar nossas primeiras experiências com games.
Quando cheguei para trabalhar na Editora Abril, em 2006, logo depois do Curso Abril, a empresa estava retomando alguns investimentos em internet que tinham esfriado desde o ” estoura da bolha”, em 2000. Fui contratado no Núcleo Jovem, na época gerido pelo Adriano Silva, que tinha adotado a estratégia de ter um Núcleo Digital responsável por todos os sites da área (Superinteressante, Mundo Estranho e Bizz), menos Capricho. Minha missão era redesenhar os sites de Bizz e Mundo Estranho com o inspirador briefing de “quero ver você voar, pode criar e inventar o que quiser”. Aceitei a missão com um sorriso no rosto, já que pedir pra um recém formado “voar” é a mesma coisa que levar o Mussum pra passear na fábrica da 51.
Empolgados, eu e o Felipe Van Deursen – responsável pelo site de Aventuras na História, que seria incorporada pela área porteriormente – começamos a fazer as primeiras experiências com infografia e vídeos em 2006 e alguns jogos em 2007. Nosso Núcleo tinha um vasto know how em infográficos na parte impressa e já acumulava dezenas de prêmios Malofiej (o Oscar da infografia). Aprendendo com Rodrigo Ratier, Luis Iria, Alessandra Kalko, Debora Bianchi e tantos outros feras da visualização de dados, fomos tendo os primeiros rudimentos do jornalismo visual e entendendo a importância da integração entre arte e texto. Em 2007, um infográfico animado da Mundo Estranho ganhou medalha de bronze no Malofiej. Alguns infográficos produzidos posteriormente sobre a coordenação de Fábio Volpe e Alessandra Kalko passaram a incluir pequenos puzzles e joguinhos, dentro de sua estrutura. O primeiro game mais elaborado desenvolvido no site da ME foi o “Stripquiz” – uma sacada do Bruno Xavier, nosso webmaster – que tinha como objetivo passar informações básicas sobre sexo, camisinha e prevenção de DSTs para adolescentes. A cada resposta correta, uma voluptosa modelo tirava a roupa. Já estava ali um dos princípios dos newsgames, que era aliar informação com diversão. No mesmo ano, o Felipe desenvolveu, com a designer Renata Aguiar, o jogo “Sovietes: o quebra-cabeça vermelho”, sobre a antiga União Soviética, para a “Aventuras na História”. Eram ideias simples, mas que já apresentavam as características necessárias para enquadrá-las na categoria de newsgames.
Trabalhar no site da Mundo Estranho entre 2006 e 2008 foi uma experiência muito rica e criativa. Ao lado do designer Marco Moreira, de Bruno Xavier e da redação da revista nós testamos diversos formatos multimídia, produzindo um conteúdo dinâmico, jovem e livre do mal de “apenas reproduzir na web formatos clássicos da mídia impressa”. Testamos jogos, infográficos, podcasts, vídeos, revistas digitais, hotsites em flash, testes, emoticons… Sempre procurando descobrir o que as novas plataformas poderiam acrescentar à arte de contar histórias.

Paralelo a isso, na redação da revista Superinteressante o jornalista Rafael Kenski estava escrevendo uma matéria sobre ARGs (Alternate Reality Games), uma espécie de evolução mais complexa dos RPG’s. Essa matéria terminava com uma pista para um ARG, um dos primeiros realizados no Brasil. Kenski acabou se tornando um dos maiores especialistas sobre esse tipo de jogos no Brasil, e o Núcleo Jovem chegou a ter uma equipe dedicada exclusivamente ao desenvolvimento de ARGs, responsável pela criação do Zona Incerta, jogo do Guaraná Antártica que levou políticos brasileiros a discursarem contra uma empresa americana fictícia que supostamente queria transformar a Amazônia em área internacional. Um vídeo dessa empresa “maligna” tornou-se viral, e eu cheguei a receber um email do meu próprio pai com este link e o título “Absurdo! Querem privatizar a Amazônia”.
Em 2008, eu estava fazendo hard news e experiências com infografia no Abril.com, e o Rafael Kenski assumiu a função de coordenar a internet do Núcleo Jovem. Uma de suas primeiras missões (além de desenvolver, ao lado de Alberto Cairo, Fabiane Zambon e Douglas Kawazu, um infográfico sobre sondas espaciais que ganhou o Malofiej) era criar um ARG para acompanhar a matéria de capa da Superinteressante sobre polícia forense, que navegava na onda da séria CSI. O problema é que os ARGs eram jogados por alguns poucos heavy users e a Super é uma revista que tem, em média, 2,3 milhões de leitores mensais. O jogo precisava atingir mais pessoas e ser mais simples. Decidiu-se, então, produzir o jogo CSI que seria todo resolvido num game online. Na época, Kenski achou que com aquela mistura de apuração criteriosa e mecânica de game de detetive, sua equipe estava criando um novo gênero: os “jogos jornalísticos”. CSI foi um grande sucesso de audiência e chamou a atenção, também, de alguns pesquisadores que começavam a estudar um formato de jornalismo recente, que estava sendo desenvolvido no exterior…

“Newsgame? Então é isso que a gente faz?” Exagerando um pouco, essa foi a reação da nossa equipe no começo de 2009 quando, após lançarmos o Jogo da Máfia, lemos uma resenha do jornalista e pesquisador André Deak, dizendo que a Super era a marca que melhor produzia os “tais newsgames”. Ok, não iríamos ganhar os louros de criar uma nova vertente do jornalismo, mas estávamos antenados com nosso tempo e o que de mais moderno se produzia nas marcas que admirávamos. Tanto que, alguns meses depois, a revista americana Wired lançou “Cutthroat Capitalism” um jogo sobre os piratas somali com mecânica e layout muito parecidos com nosso Jogo da Máfia. Ambos tratavam do crime organizado internacional, ambos colocavam o jogador no lugar desses criminosos, ambos mostravam como o crime se tornava uma complexa ação de economia e ambos se apoderavam da linguagem da infografia para explicar os dados e informações para o jogador. E a gente tinha feito tudo isso antes, sem nenhum benchmark. Já era possível acreditar que realmente os Secos & Molhados tinham criado a maquiagem do Kiss.
Com essa experiência preliminar e sempre seguindo uma regrinha básica que o Kenski havia inventado, (“pra ser um newsgame o projeto tem que responder duas perguntas: Ele diverte? Ele informa? Se alguma das respostas for não, ou ele está muito news ou muito game.”) passamos a produzir jogos jornalísticos com freqüência. O Rafael saiu do Núcleo e eu assumi a coordenação. Fizemos jogos mais simples (Mortos de Lost, Jogo da Intuição), jogos educativos (Guia do Estudante das Galáxias), infográficos fundidos com jogos (Mapa de Lost), jogos para explicar eventos quentes (Corrida Eleitoral) e crossovers de testes com newsgames (BBB: Paredão da Personalidade).
Existe uma infinidade de possibilidades em aberto ainda: social news games, jogos longos para serem baixados/comprados, grandes reportagens multimídia em que o jogo seja apenas um dos itens que compõem o todo… Os caminhos para os jornalistas interessados em games e multimídia são diversos e fascinantes. Para os jovens que se aventuram nessa estrada, o conselho é escolher a direção menos percorrida e seguir em frente para descobrir o que encontraremos no final.

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Semana de Jornalismo da Unesp-Bauru: O Jornalismo Multiplataforma

14 jan

No final de 2010, tive o prazer de participar da  I Semana de Jornalismo da Unesp-Bauru (onde me formei), evento totalmente organizado pel0s alunos. Abaixo o resumo da mesa que participei, tirado do blog da Semana:

Por Camila Oliveira

“A notícia de ontem passa a ser importante, ela não embolora” explica Tiago Dória sobre a inovação que a internet trouxe ao jornalismo na abertura da mesa redonda “Jornalismo digital: mercado, consumo e interatividade”, na tarde dessa sexta-feira, dia 19. Ele comenta que, ao contrário do que é comum ouvir, a internet não trouxe velocidade ao jornalismo, “o rádio já fazia isso”. Outra novidade foi permitir qualquer um produzir e divulgar conteúdo e acessar sem precisar obedecer a uma grade de horário. Tiago apresentou o conceito de Curadoria Digital, o do jornalista como tradutor de dados, e a idéia das marcas pessoais serem possibilitadas pela internet. “O jornalista constrói sua própria reputação sem necessariamente estar ligado a um grande grupo.” Explicou o jornalista.

Em seguida, foi a vez de Fred Di Giacomo, editor do Internet Núcleo Jovem da Editora Abril. Fred contou que entrou na área de web da editora teve muita liberdade de criação. Nesse período o editor do Internet Núcleo Jovem, Rafael Kenski, estava começando a produzir newsgames, jogos virtuais que misturam entretenimento e informação. Fred ressalta que, ao fazer um newsgame é necessário se perguntar se ele informa e se ele diverte, para não ser apenas um jogo ou apenas um infográfico.

Já Luciana Moherdaui sugeriu uma discussão sobre a diferença entre humor e trollagem na rede partindo do case da bolinha de papel que atingiu a cabeça do candidato José Serra durante a campanha a presidência. Luciana ressaltou o compromisso que o jornalista deve ter em “trabalhar eticamente para que não haja confusão entre humor, jornalismo e trollagem”.

A iniciativa da Semana de Jornal abordar a temática do jornalismo digital foi elogiada pelos participantes da mesa. “Acho uma iniciativa fantástica, porque não só o jornalismo digital é irreversível, mas o jornalismo de aplicativos, em que você produz informação e distribui não somente pela web mas por várias plataformas.” Comenta Luciana. A abordagem variada da mesa foi destacada por Tiago: “O interessante é que a gente também falou sobre produtos, sobre o jornalista também pensar um pouco como empreendedor, como gestor de produtos. Uniu também a questão da ética, que a Luciana falou. O jornalista é digital, mas não perde essa questão humana, da ética, de pensar nas pessoas”.

Fred, que foi aluno da Unesp, exaltou a iniciativa da Semana de Jornal vir dos alunos: “Acho que uma das inspirações, pelo que eu lembro, foi a semana da [Universidade] Federal de Santa Catarina. Lembro que quando eu fui para lá conversar com as pessoas, eu achei muito inspirador os alunos conseguirem organizar uma coisa tão bem feita, com nomes de peso, hospedagem, avião.  Acho que é muito esse o espírito que você tem que ter na faculdade, tem que se preocupar com seu curso, em fazer uma boa faculdade, não ficar esperando.”

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Os jornalistas devem aprender a programar?

23 jul

Para responder uma grande dúvida dos jornalistas de web vai o testezinho abaixo, garimpado pelo @kleyson

Sábado(19/06): IV Seminário “Tendências Conectadas nas Mídias Sociais”

19 jun

Sábado de manhã(19/06) darei uma palestra sobre newsgames na Cásper Líbero. Acho que vai ser bem legal.

O link da programação.http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2010/06/casper.jpg

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5 contra 1 – Vídeos

2 mai

5 contra 1 foi criado originalmente para ser uma seção de entrevistas de um projeto de revista impressa que nunca saiu do papel. Daí, juntamos os 4 que queriam fazer essa revista adolescente masculina(Bárbara, Felipe, Fred, Gustavo) mais o Artur que era editor da Mundo Estranho e começamos a produzir o programa 5 contra 1 para o site da Mundo. Rolaram duas entrevistas(Zé do Caixão e João Gordo) divididas em 5 partes.

Parte 1

Entrevistadores: Artur Louback, Fred Di Giacomo, Felipe Van Deursen, Bárbara dos Anjos e Gustavo Heidrich
Vídeo: Produtora Abril

Parte 2

-Outros vídeos
-Strip Quiz

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